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Carol

Carol

A AMEDI, com sede em Monte Carmelo e Unidade em Uberlândia, convida seus associados para a ASSEMBLEIA GERAL ORDINARIA, a ser realizada no dia 02.07.2016, às 09:00 horas.


Apesar dos investimentos de vários países em energias renováveis e sustentabilidade, o mundo pode viver uma "catástrofe ambiental" em 2050, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2013, apresentado nesta quinta-feira (14) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Ao fim dos próximos 37 anos, são estimadas mais de 3 bilhões de pessoas vivendo em situação de extrema pobreza, das quais pelo menos 155 milhões estariam na América Latina e no Caribe. E essa condição demográfica e social seria motivada também pela degradação do meio ambiente e pela redução dos meios de subsistência, como a agricultura e o acesso à água potável.

Sunday, 15 April 2012 18:50

Projeto Correntes do Tijuco

O Projeto Correntes do Tijuco é fruto de uma parceria entre a Amedi e a Angá - Associação para gestão socioambiental do Triângulo Mineiro, e tem como objetivo fundamental realizar um amplo diagnóstico socioambiental da Bacia do Rio Tijuco, com análise científica acurada dos sistemas aquáticos e terrestres, possibilitando o aprimoramento do Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado de Minas Gerais e um trabalho educativo para a preservação do meio ambiente e a adoção de práticas e políticas públicas sustentáveis.

Abrange uma série de ações de investigação científica que será realizada por profissionais de alta formação para a orientação com vistas à conservação de áreas prioritárias na referida Bacia, contribuindo para a preservação da diversidade biológica, para o aprofundamento das atividades educativo-ambientais e a orientação de políticas públicas prioritárias com vistas à aplicação de recursos emergenciais de salvaguarda dos ciclos ecológicos abrangidos. O projeto auxiliará na proposição de políticas públicas nos 13  municípios contemplados: Campina Verde, Campo Florido, Canápolis, Capinópolis, Gurinhatã, Ipiaçú, Ituiutaba, Monte Alegre de Minas, Prata, Santa Vitória, Uberaba Uberlândia e Veríssimo. É uma oportunidade de alcançar a sustentabilidade e a gestão participativa dos recursos hídricos, além de indicar áreas de alto valor de conservação na referida Bacia.

A região do Triângulo Mineiro, localizada no oeste do estado de Minas de Gerais, insere-se em dois hotspots mundialmente reconhecidos, o Cerrado e a Mata Atlântica, onde os recursos naturais, e consequentemente a biodiversidade, encontram-se seriamente ameaçados pela pressão antrópica.

A base da economia regional é formada pela Agricultura Familiar, realizada principalmente por assentamentos de reforma agrária, bem como por empresas rurais de médio e grande porte, com base nas monoculturas de soja, café e cana-de-açúcar, dentre outras culturas, e nas pastagens extensivas com um quadro progressivo de devastação de áreas verdes e práticas danosas como o uso de agroquímicos e o desmantelamento das áreas florestais remanescentes, com a fuga maciça de animais e espécies endêmicas de seus habitats naturais.

Dentre as principais atividades antrópicas na região destacam-se empreendimentos hidrelétricos nos principais rios. Estas atividades provocam significativos impactos ambientais relacionados com processos erosivos, deterioração dos solos, alteração no clima, redução drástica da biodiversidade e expulsão de populações de baixa renda para a implantação de centrais. Entre os impactos socio-econômicos, especialmente para pequenos produtores rurais, destacam-se o endividamento, descapitalização e evasão familiar.

A Bacia do rio Tijuco representa a situação de grande parte do Planalto Central originalmente coberto pelo Cerrado. Nesta Bacia a fragmentação dos ambientes é resultado de um processo desordenado de uso e ocupação do solo resultando numa paisagem com cerca de 17,5% de remanescentes naturais, onde o Programa Nacional de Biodiversidade no Brasil já registra há muitos anos a localização de áreas prioritárias máximas com a necessária criação de Unidades de Conservação (UCs) de proteção integral, pela importância biológica essencial à manutenção do equilíbrio ecológico com consequências para todo o território regional e nacional.

Na Bacia do rio Tijuco ocorre apenas uma Unidade de Conservação, sendo esta uma Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN) de propriedade da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a Reserva Ecológica do Panga, localizada na micro-bacia do Ribeirão Panga, município de Uberlândia, com cerca de 400 hectares. Apesar da pouca representatividade territorial, possui importância ecológica na paisagem com presença de várias espécies ameaçadas de extinção, como por exemplo, a onça-parda, o lobo-guará, além de nova espécie de anuro (Ischnocnema penaxavantinho), e mais de 200 espécies de aves.

Proteger a diversidade biológica das alterações causadas pelo aumento acelerado das atividades humanas é uma tarefa complexa, pois envolve tanto a tomada de decisões baseada em conhecimentos deficientes quanto a busca de conciliação entre a necessidade de proteção ambiental e a crescente demanda das sociedades humanas pelo uso dos recursos naturais. Neste contexto, uma das estratégias desenvolvidas no âmbito da moderna biologia da conservação é a de estabelecer prioridades sobre áreas e regiões, para que estas recebam atenção especial quando da aplicação de recursos emergenciais para a conservação da biodiversidade.

Em razão da pressão sobre os recursos hídricos torna essencial a implementação de ações de monitoramento, pesquisa e gerenciamento, possibilitando, então, transferência contínua de base científica para a aplicação e a adoção de programas educativos e sócio-políticos condinzentes com a urgente alteração de utilização do meio com a adoção de práticas eco-compatíveis e da implementação de planos a curto, médio e longo prazo com vistas à gestão dos recursos hídricos e a coordenação de ações institucionais para o espaço físico-geográfico abrangido pelo Projeto, cuja conservação tem consequências diretas e indiretas sobre o território regional e nacional.

Assim, a experiência que será desenvolvida na bacia do Rio Tijuco terá um efeito demonstrativo decisivo na formação de cenários rurais sustentáveis para as bacias hidrográficas do Triângulo Mineiro e para todo o Brasil.

O Projeto abrange o planejamento sistêmico, integrado e participativo. A interação das comunidades envolvidas, a articulação das instituições, dos planos, programas e projetos serão todos elementos que orientarão a sinergia das diretrizes em todas as dimensões executivas que têm como escopo fundamental e inafastável a proteção ambiental com base no conhecimento científico, integrado e realístico dos cenários analisados.

O Projeto Correntes do Tijuco tem como principal objetivo, portanto, preservar as águas e os ciclos ecológicos, criar métodos sustentáveis de uso dos recursos e proteger ao máximo os biomas e as espécies em processo contínuo de degradação pela ação antrópica, gerando soluções eficazes e uma plataforma participativa e inovadora para além do futuro.

Thursday, 22 March 2012 13:43

Agenda 21 e Educação Ambiental

terra

O Brasil deverá investir R$ 41,1 bilhões nos sistemas de produção de água, coleta de esgoto e proteção dos mananciais se quiser assegurar o abastecimento à população até 2025. Um estudo realizado pela Agência Nacional de Águas (ANA) em 2.965 municípios mostra que 64% deles (1.896) precisam desses investimentos até 2015 ou sofrerão escassez de água.